A aplicação da inteligência artificial nos negócios

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Quando se fala em tendências, é praticamente impossível não mencionar a inteligência artificial (AI). 

 

Antes de mais nada, muitos ainda associam a utilização de máquinas que buscam simular o comportamento humano aos filmes de ficção científica, mas esta é uma realidade cada vez mais próxima no mundo real, principalmente nas empresas. Uma pesquisa do Markets and Markets estima que os investimentos em tecnologias de AI devem atingir US$ 191 bilhões até 2025.

São muitos os benefícios que a inteligência artificial pode trazer para as empresas, como: redução de custos operacionais, automação de processos e aumento da segurança. Apesar disso, ainda há muito receio no mercado e por parte de alguns profissionais de que as máquinas substituam as pessoas, principalmente nas funções de rotinas mais físicas e cognitivas, ou mesmo um medo de não saberem lidar com essas novas ferramentas.

Tal receio é coerente diante do nível de sofisticação dessas tecnologias. No entanto, não há um consenso quanto ao potencial de substituição da força de trabalho humana pelas máquinas. Inclusive algumas pesquisas indicam que os trabalhadores não devem se preocupar. 

Um estudo dos pesquisadores americanos Melanie Arntz, Terry Gregory e Ulrich Zierahn, publicado em 2016, por exemplo, estimou que esse potencial de substituição seria de apenas 9%. Em sentido contrário, um dado de junho de 2019, publicado pela consultoria McKinsey, aponta para um equilíbrio no saldo de empregos com a adoção da inteligência artificial. Seriam 20% de perdas até 2030, com ganhos na mesma proporção.

A escritora norte-americana Rhonda Scharf é uma das defensoras da tese de que o avanço dessas tecnologias será mais benéfico do que prejudicial ao mercado de trabalho.  No livro “Alexa Is Stealing Your Job: The Impact of Artificial Intelligence on Your Future” (Alexa está roubando seu emprego: o impacto da inteligência artificial em seu futuro, em tradução livre), ela faz uma previsão de como os profissionais devem interagir com a inteligência artificial no futuro.

Segundo a escritora, o inevitável avanço da AI fará nascer demandas por três tipos principais de profissionais nas empresas. São eles: os treinadores, que devem ensinar às máquinas o que fazer; os explicadores, que ajudarão as pessoas a compreenderem o comportamento das máquinas; e os sustentadores, que serão responsáveis por garantir o funcionamento seguro e responsável das tecnologias.

Por fim, ainda é cedo para traçar um panorama preciso a respeito do impacto que essas transformações terão sobre mercado e profissões. A única certeza é que estamos diante de uma mudança de cenário. Assim como ocorreu na revolução industrial e no início da era digital, os que conseguirem se adaptar e identificar novas oportunidades se sairão melhor nessa nova era.

Fonte: Jornal O Tempo